Ministério Público, da Comarca de Itapiranga, instaura procedimento para fiscalizar medidas preventivas do poder público contra eventos climáticos

A medida leva em consideração o histórico recorrente de enchentes e deslizamentos em Santa Catarina, aliado às projeções técnicas que indicam a atuação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026

Ministério Público, da Comarca de Itapiranga, instaura procedimento para fiscalizar medidas preventivas do poder público contra eventos climáticos
Registro no ano de 2023, da enchente que atingiu Itapiranga (Imagem: Arquivo SA TV)

Com o objetivo de antecipar-se a possíveis desastres naturais e reforçar a proteção da população e do meio ambiente, a Promotoria de Justiça da Comarca de Itapiranga instaurou procedimento para acompanhar e fiscalizar as ações preventivas adotadas pelos Municípios de Itapiranga, São João do Oeste e Tunápolis, diante da previsão de ocorrência de eventos climáticos extremos, bem como auxiliar o Poder Público nas ações planejadas.

A medida leva em consideração o histórico recorrente de enchentes e deslizamentos em Santa Catarina, aliado às projeções técnicas que indicam a atuação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. De acordo com boletins meteorológicos da Defesa Civil e da Epagri/Ciram, há tendência de aumento expressivo no volume de chuvas na região sul do Estado, especialmente durante a primavera.

Foco na prevenção e na resposta integrada, incluindo a proteção animal

O procedimento administrativo busca assegurar que as administrações municipais não se limitem ao planejamento formal, mas implementem medidas efetivas e imediatas de prevenção, tais como:
Atualização dos Planos de Contingência e mapeamento das áreas de risco;
Limpeza e manutenção dos sistemas de drenagem, bem como vistorias em pontos críticos de alagamento;
Implementação de canais eficientes de alerta, que possibilitem comunicação rápida e direta com famílias residentes em áreas vulneráveis;
Acolhimento e proteção animal;

PROTEÇÃO ANIMAL

De forma inédita, e com fundamento na Lei Estadual n. 15.355/2026 (Política AMAR), o Ministério Público também fiscalizará a existência de planos específicos para o resgate, manejo e abrigo de animais domésticos e de produção em situações de desastre, reconhecendo que a proteção animal está diretamente ligada à segurança das famílias e à resiliência das comunidades afetadas.

Por fim, O Ministério Público ressalta que a gestão preventiva de riscos- constitui dever essencial do Poder Público e é fundamental para evitar danos humanos, sociais, ambientais e econômicos irreparáveis.

Fonte: Ministério Público/Comarca de Itapiranga 

Registro no ano de 2023, da enchente que atingiu Itapiranga (Imagem: Arquivo SA TV)